Cópia de postfacebookMaria Casadevall veste peças que servem para meninos e meninas e vai na contramão de tudo que se espera de uma mulher. Sim, Maria é tudo – menos o óbvio. Ela fala pelos cotovelos e gesticula cada frase. Não há assunto proibido nem olhar preocupado no relógio. Shamisen é o nome daquele antigo instrumento musical japonês, parecido com o baixo do Paul McCartney, só que bem mais fininho e comprido, uma caixinha de madeira, um pedaço de pau e três cordas. Lembrou? Os melhores tocadores de shamisen no Japão do século 19 vestiam seus exuberantes quimonos, sentavam no tatame e começavam aquele ding-ling-dong até a galera entrar em transe. Em uma dessas noites, em Okinawa, a mítica ilha da Casa de Chá do Luar de Agosto, o melhor shamiseneiro japonês do pedaço estava inspiradíssimo, o quimono era o mais belo e colorido de que já se teve notícia, cravejado de pedras raras e diamantes. O velho fechou os olhos, tocou um acorde impressionante e desse acorde nasceu a Maria Casadevall – há 28 anos –, já pulando e dançando. Nasceu voando. Saltitando pelas nuvens, piruetando no tempo e no espaço, até pousar no centro de São Paulo.

O Texto foi escrito por Caco Galhardo, e nesse Ensaio Maria Casadevall demonstra presença fotográfica, que é realçada com a utilização das Luvas Naja Colors.

 

fonte: Revista TRIP

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